O presidente da Audi, Gernot Doellner, foi alvo de fortes críticas nesta segunda-feira (26) depois de participar de um comício de campanha ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Geórgia.
A aparição ocorreu durante o anúncio dos planos para a construção de uma nova fábrica da montadora no país, um projeto avaliado em US$ 4 bilhões que prevê a produção anual de 200 mil SUVs.
Christiane Benner, presidente do sindicato industrial IG Metall e vice-presidente do conselho de supervisão da Volkswagen, controladora da Audi, classificou a presença do executivo no evento como profundamente constrangedora e politicamente inaceitável.
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Segundo a liderança sindical, a atitude violou o código de conduta interno da companhia, que estabelece diretrizes rígidas de neutralidade política nos três meses que antecedem eleições.
O primeiro-ministro da Baixa Saxônia, Olaf Lies, estado que atua como segundo maior acionista da Volkswagen, também reprovou a escolha do local para o anúncio de um investimento de grande porte.
A Audi informou que o projeto da primeira fábrica da marca em solo norte-americano tem previsão de início de construção para 2027 e começo da produção na próxima década, com expectativa de gerar 4,5 mil empregos.